08 de julho de 2015

7/08/2015

Hello you,

"Indefinidamente estarás comigo." - João Cabral de Melo Neto

 Como poderei eu algum dia me sentir inteira quando todos os dias perco uma parte de mim; abandonada nas curvas da vida, nos becos da minha existência? 
Você sabe, isso tudo não passa de uma tentativa de fuga. Eu escrevo quando dói. Eu escrevo pra não chorar. Eu escrevo pra me afogar em mim mesma. Sempre tentando ser honesta. Sempre buscando um alívio (que teima em nunca ser encontrado).
Mais uma vez você me provou que não sou nada. Há essa altura já deveria até ter me acostumado. Porém não posso negar que toda vez que você rejeita ou renega ou ignora minha existência, minhas necessidades, um pedaço da minha infância parece ser rasgado de mim.
Hoje eu vejo que tudo foi uma grande ilusão. Que não passou de mais uma projeção da minha mente infantil e, ainda assim, eu corro pra você. 

Você algum dia sequer me amou?

Tantas horas foram perdidas tentando entender por que me permito ser magoada pelos outros; por que sempre deixo que me mantenham como segunda opção; por que os relacionamentos da minha vida são tão tortos que até parecem unilaterais. 
Bem que queria não te culpar. Queria poder jurar que tudo o que passou não é, mesmo que em parte, culpa dos meus fracassos.

Mas eu me sinto tão vazia - drenada após tantos anos tentando ser a filha que você sempre quis.
Mas eu me sinto tão sozinha - sempre lutando pra permanecer num pedestal de cristal quebrado que desmorona a cada segundo.
E mesmo depois de dar o meu melhor, de desistir, me revoltar e mudar pra não ser quem você me ensinou, aqui estou mais uma vez sangrando com suas mentiras, desculpas e prioridades (que nunca me incluem).
Anos se passaram e ainda aceito ser a última coisa na sua imensa lista de compromissos. E é por aceitar isso de você que acabo aceitando de todo o mundo. Porque se meu "pai" não pode me amar, porque alguém iria? 


Adeus. 
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04 de julho de 2013

7/04/2013

Hello you,

"Ficarei indefinidamente contemplando meu retrato eu morto." - João Cabral de Melo Neto

 Tenho pensado muito, divagado muito, produzido pouco. Sinto falta de contar-lhe sobre coisas meio sem importância, meio imprescindíveis.
Por isso decidi escrever; na esperança que, de fato, você (ou alguém) vá ler.
Ainda sou Amanda (você se lembra de mim?); só que agora também sou Cristina, o resultado de conhecimento vis e frustrações, de mudanças rápidas e desfechos inacabados.
Ainda não como sei o que sei, ainda não sei o que buscar, ainda quero coisas demais. Isso não mudou; e duvido que algum dia vá mudar.

Mas e quanto a você? Quem é agora? Não importa!
Sempre terei algo sobre o que lhe falar e é por isso que estou aqui: para falar!
Para falar sobre o que sei, falar sobre o que queria saber, falar sobre o que aprendi, falar sobre o que me der vontade. Sempre esperando não estar falando só; não seria a primeira vez (tampouco a última).

Espero que isso o agrade ou, pelo menos, não o entedie. Deixe-me saber, por favor!

Adeus.

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